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Universidades, escolas e rankings

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Produzido pela repórter Sabine Righetti, blog esmiúça dados do RUF (Ranking Universitário Folha) e de outras avaliações de educação, além de abordar o que acontece nas salas de aula do ensino infantil à universidade.

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Universidades mais conhecidas se saem melhor em pesquisas de opinião?

Por Sabine Righetti

Muita gente reclama que pesquisas de opinião tendem a destacar as instituições mais conhecidas e, com isso, elas ficam ainda mais conhecidas. Sim, isso é verdade.

Vamos analisar, por exemplo, o caso da USP. A instituição foi amplamente  mencionada pelos avaliadores do MEC e por empregadores nas duas pesquisas de opinião conduzidas pelo Datafolha para o RUF (Ranking Universitário Folha). Com isso, a USP será ainda mais lembrada e ainda mais citada nas pesquisas seguintes.

No mundo científico, isso tem um nome: “efeito Mateus”. A referência é a Mateus que, na Bíblia, diz: “a quem tudo tem tudo será dado”.

Trocando em miúdos: quanto mais uma instituição for reconhecida pelo seu mérito, mais recursos e benefícios ela tende a receber.

Esse termo foi criado pelo sociólogo da ciência Robert Merton, em 1958. (Quem quiser saber mais sobre isso pode ler o artigo original dele, em inglês).

Rankings universitários internacionais incluem pesquisas de opinião em uma tentativa de fazer com que as análises não fiquem apenas quantitativas. Ou seja, a resposta dos entrevistados é uma informação qualitativa que acrescenta a análise de dados como quantidade de artigos científicos publicados pelos docentes.

Resta saber se a percepção que se tem de uma instituição corresponde à realidade.

Tendo a acreditar que se uma instituição é mencionada como boa por entrevistados diferentes é porque ela (além de ter uma boa imagem) deve ser realmente boa.
O que você acha?

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