Folha explica a metodologia do Ranking Universitário Folha; participe

Por Sabine Righetti

Muita gente me pergunta como é feito o RUF (Ranking Universitário Folha),  que avalia a qualidade das 192 universidades brasileiras e dos 40 cursos de graduação com mais ingressantes no país, como administração, direito e medicina.

A demanda vem principalmente de instituições de ensino superior, que querem saber como estão sendo avaliadas. A Folha vai explicar em um seminário na semana que vem.

Ranking Universitário Folha 2013

Na terça-feira (2), às 9h30, a Folha promove um evento sobre a metodologia do RUF. O evento será gratuito.

Na programação, estaremos eu, Mauro Paulino, diretor do Datafolha, e Rogério Meneghini, responsável pela medição da produção científica e tecnológica das universidades. A ideia é mostrar de onde veio a ideia de se fazer um ranking, como criamos a metodologia e como coletamos as informações.

Rankings universitários nacionais existem nos Estados Unidos desde 1983. Lá, o ranking é feito até hoje pelo “U.S.News“, veículo que acabou se especializando nesse tipo de classificação.

Aos poucos, a ideia de rankings foi se espalhando por todos os cantos. Só para se ter uma ideia, Reino Unido, Alemanha, Austrália, México, Chile e Rússia têm suas listagens nacionais. Todas são feitas por grupos de mídia.

Na China, os rankings universitários chegaram com ainda mais força. Foi lá que surgiu o primeiro ranking internacional de universidades, em 2003, avaliando instituições de todo o mundo.

A listagem é feita por um grupo da Universidade de Shangai –por isso ficou como conhecido como “ranking de Shangai“. Para se ter uma ideia, a USP está entre 101ª e 150ª posição na avaliação. A melhor do mundo é Harvard (nos EUA). O mesmo grupo também mergulhou nos rankings nacionais e lançou uma listagem da China em 2011.

CRITÉRIOS LOCAIS

Cada ranking nacional, claro, avalia o que é pertinente para o ensino superior do seu país. Nas listagens de países latino-americanos, por exemplo, indicadores de mercado de trabalho costumam ser importantes. Já na China, o importante é ter docentes premiados e cientistas com pesquisas publicadas em periódicos científicos “top” como “Nature” e “Science”. Por aí vai.

No Brasil, o RUF utiliza dados coletados em bases nacionais e internacionais –por exemplo, a produção científica das instituições e a formação do seu corpo docente,– além de informações de duas pesquisas de opinião feitas pelo Datafolha. Tudo isso será apresentado no seminário.

Venha e ajude a divulgar!

# Seminário sobre a metodologia do RUF
# Quando: 2.set, às 9h30
# Onde: Auditório da Folha (al. Barão de Limeira, 425, 9º andar, Campos Eliseos, São Paulo).

Para participar, é necessário fazer inscrição prévia pelo e-mail eventofolha@grupofolha.com.br ou pelo telefone (11) 3224-3473 (somente em dias úteis). O número de vagas é limitado.