O que a Alemanha tem que nós não temos?

Já sabemos que o futebol da Alemanha é incrivelmente melhor do que o nosso. Isso ficou evidente na derrota brasileira por 7 a 1 na semifinal da Copa. O maior artilheiro das Copas, agora, é um alemão, Klose, que com 16 gols ultrapassou Ronaldo fenômeno, que tinha 15. A Alemanha é responsável pela maior derrota da seleção brasileira em campo.

Mas o fato é que o país é muito melhor do que o Brasil em muitos outros indicadores. Vamos, por exemplo, falar sobre educação.

A Alemanha está em 15º lugar no exame internacional Pisa, que avalia o desempenho de estudantes em ciências, matemática e leitura em 65 países. O Brasil está no final da fila no Pisa, em 58º lugar, atrás de países como Cazaquistão e Albânia.

André Luís Parreira: A goleada para a Alemanha

“Os alemães têm capacidade de se reerguer, o brasileiro não”

Não para por aí.

Um em cada quatro estudantes da Alemanha tem “alta performance” na avaliação de matemática do Pisa, o que significa que podem se transformar em ótimos engenheiros no futuro. Qualquer especialista em educação sabe que cursos “top” de engenharia dependem de boa formação de exatas na educação básica. Se a formação for ótima, bom, melhor ainda.

MELHORES EMPRESAS

Não é por coincidência que a Alemanha domina as engenharias e as tecnologias, internacionalmente, em empresas como VW, BMW, Bayer, Schering, Siemens, Basf, Dual, Adidas e outras. A Alemanha lidera a inovação mundial. Para se ter uma ideia, o país pede 20 vezes mais patentes do que o Brasil (com uma população que é menor do que a metade da brasileira).

E mais: o desempenho em matemática dos estudantes alemães no Pisa está melhorando gradativamente, assim como da China. Eles já são muitos bons, mas querem ser melhores ainda. O Brasil continua pífio.

Com educação básica em altíssimo nível, não fica difícil ter ensino superior de qualidade. Os alemães têm cinco universidades entre as cem melhores do mundo de acordo com o último ranking universitário THE (Times Higher Education). Já o Brasil não tem representante nem entre as 200 melhores da lista (a USP, melhor do Brasil, está em 226º lugar no mundo).

Das universidades e institutos de pesquisa da Alemanha saíram 103 prêmios Nobel, titulação máxima alcançada por um cientista. Nesse placar, estamos 103 x zero. A Argentina, nossa arqui-inimiga no futebol, que não tem um ensino superior lá tão consolidado, tem 4 prêmios Nobel. Olé!

O que falta no Brasil?

Muita coisa. Falta dinheiro, organização, liderança. Falta incluir a educação em um projeto do país –e falta uma“torcida” para acompanhar o desempenho desse projeto.

Falta até espírito guerreiro, como destacou Maria José Tonelli, especialista em psicologia social da FGV, em entrevista à Folha: “a Alemanha tem historicamente uma capacidade de se reerguer, o brasileiro não.”

É óbvio que a Alemanha tem lá seus muitos problemas, bastante conhecidos pela história da humanidade. A inflexibilidade e certa frieza dos alemães podem ser uma barreira a ser vencida em um mundo mais globalizado (eu, filha e neta de alemães, conheço bem isso!) Mas diríamos que é um obstáculo bem pequeno, certo?

“Acho que é a questão de ter menos emoção e mais preparo técnico, e isso não é restrito apenas ao futebol”, diz Tonelli. Sim, falta preparo técnico em tudo no Brasil. Mas a gente sempre acha que vai ganhar “no jeitinho”.

Não adianta querer ser o melhor do mundo “apenas” no futebol. Temos de nos inspirar na Alemanha. Que tal tentarmos sermos os melhores em tudo?

 

Comentários

  1. Que tal comparar os índices de violência contra os jovens? No Brasil são mortos 54,7 jovens por grupo de 100 mil habitantes; na Alemanha o índice é de 0,4. Matamos 135 vezes mais. Um massacre de guerra por indiferença e incompetência de nossas autoridades.

    1. José, boa ideia. Os indicadores de violência no Brasil são mesmo assustadores. Abs, Sabine.

    2. Sejamos honestos, o governador de SP admitiu que 8% dos crimes são investigados. Temos pátios lotados de veículos apreendidos e ligados aos delitos. Logo, nunca sairão dali. Policia militar não resolve, precisamo de polícia inteligente. Governantes que pensam em eleição, em reeleição, não tem compromisso com a população, querem apenas o voto e se cercam de maneiras de se perpetuar nos cargos. Sarney por exemplo ficou 60 anos recebendo salários e usufruindo de benefícios. O que deu em troca ao podo do Maranhão? do Amapá? Só mudando a sociedade, mudaremos o país.

      1. O que falta, corroborando com o artigo, é EDUCAÇÃO. Pura e simples. Só discordo que falte dinheiro. Tem, e muito, só que ínfima parte de todas as verbas chegam ao destino final correto, em todas as áreas, o grosso fica no caminho, entre corrupção maciça, desperdícios e investimentos em estrutura inútil, com ministros, assessores, secretários, adjuntos, e políticos, demasiados e desnecessários políticos.

      1. Tem uns que fazem e nao assumem pq a mae e empregada domestica, enfermeira auxiliar, se elas tivessem faculdade assumia mesmo que nao tivesse certeza que e deles.
        Pra cima de nos.

    3. O Estado Brasileiro está muito caro para a sociedade. São mais de 6.000 municípios, Poder Legislativa caro corrupta incompetente e voltada para os interesses pessoais, Poder Judiciário caro lento corrupto e um Poder Executivo caro corrupto e submisso. Por isso, não sobra recursos para educação, saúde, segurança, infraestrutura. entre outros.

      1. E está cheio de cidadãos que, diarimente, corrompem e aceitam ser corrompidos. Meus caros, o problema do Brasil não é “muito” Estado. Ao contrário: temos pouco Estado (faltam servidores em todos os cantos, sobretudo em áreas chave como saúde e educação).

  2. Ainda temos que engolir macaquinha de gringo babando ovo… affff. Pega seu passaportinho vermelho e tchau, fia! Vai aproveitar tudo que a Alemanha tem de bom.

    1. Beto, sua proposta é que não falarmos sobre os países em que a educação funciona muito bem porque isso é estrangeirismo? Pois a minha proposta é nos inspirar no que dá certo. Ps’ a propósito, eu poderia estar na Alemanha, se quisesse. Mas como jornalista e acadêmica que sou, meu objetivo é ficar no Brasil, criar debate e ajudar a construir um país melhor. Todos deveriam fazer o mesmo.

      1. infelizmente, cara Sabine, quando faltam, argumentos, sobram ofensas. Desculpe a falta de preparo de alguns que ainda sonham com os tempos de Stalin. Abraços.

      2. Cara Sabine, o “leitor” chamado Beto, demonstrou apropriadamente um dos quesitos que também perdemos para os Alemães…a educação!

      3. Sabine, acho que você devia moderar os comentários no seu site. Dar um mínimo de espaço para acéfalos sem argumentos que se baseiam no ódio e xenofobia para tentar ter alguma razão é um erro infantil.

      4. Realmente não é fácil receber comentários tão sem nexo e arrogantes (sem falar outras coisas!). A sua proposta, Sabine, é muito louvável, apesar da dificuldade em comparar os dois países, visto a diferença absurda entre ambos! Vou fazer apenas uma observação sobre a educação. Há algumas décadas, todos nós sabemos que a educação pública no Brasil era bem superior que a atual. Hoje, há a absurda progressão continuada que tem como objetivo “maquiar” dados para o ministério da educação exibir ao mundo números irreais. É apenas um aspecto de um oceano de ítens que mantem o nosso país numa posição lastimável de atraso em todos os setores. O nível, em vários setores, está caindo de forma vertiginosa devido a mediocridade da mentalidade dos nossos gorvernantes. As diretrizes devem sempre ser niveladas pela excelência (como na Alemanha ou no Japão) e nunca pela mediocridade (como no Brasil e outros países atrasados). Obrigado.

      5. SAbine, este Beto deve votar no PT, adorar o jeitinho brasileiro e se achar que o seu país é o país do futebol. Eu particularmente preferiria o país da educação como a Alemanha, mas para isso precisamos estudar, se esforçar, o que não é fácil. O Brasil está cheio de ” Betos” quecom certeza não valorizam a meritocracia.

      6. Sabine, nosso amigo Beto ainda não sabe que o que ele gostaria realmente seria ter um Brasil que buscasse assemelhar-se a países como a Alemanha. Talvez um pouco da educação – que é o assunto aqui – o fizesse ver isto, afastando-se dos parâmetros Venezuela, Bolívia, Cuba, etc, com todo respeito e solidariedade aos povos desses países.

      7. É Sabine, apesar da falta de educação do Beto, foi feio tb para vc… Vc foi educadamente grosseira em citar sua descendência neste texto…

        1. Maria, não entendi. A quem eu estou ofendendo ao dizer que minha família é alemã? Tenho bastante orgulho disso. São sobreviventes da 2ª Guerra Mundial, perseguidos pelos nazistas. Falo sobre isso a quem tiver de falar.

          1. É fácil demais xingar o Beto. Mas eu concordo com ele no fato de que a autora ( e o Beto) demonstraram a falta do que a maioria dos brasileiros (e a seleção alemã) tem: gentileza.

        2. Cara Maria,

          estou estarrecido com sua interpretação completamente equivocada do conteúdo do texto (bem escrito por sinal) e a relação com a descendência da autora (que por coincidência é alemã). Sou de origem italiana, e confesso que nós brasileiros somos, em geral, atrasados em vários aspectos, inclusive em leitura!

      8. Sabine minha cara .
        Sou professor em uma escola profissionalizante na cidade de Maringá-PR e ganhei uma capacitação na Alemanha de 160 horas para aprender a metodologia de ensino e buscar novas tecnologias , materiais didáticos e pedagógicos para aplicar no Brasil ( que na verdade o curso teve uma carga horária bem maior devido as visitas técnicas e a museus para conhecer a evolução e a história da tecnologia daquele pais .
        Digo que os alemães não são frios como dizem e nem preconceituosos e sim cobram bons comportamentos onde se auto-cobram e cobram de quem os visitam . Os alemães usam uma metodologia de ensino que é denominada metodologia de ensino com base em competências onde se usa muita filosofia para ensinar seus aprendizes a abominar ideologias e fanatismos , pois eles procuram não criar outro Hitler , o que se contradiz não só na nossa educação como em todo nosso pais que esta mergulhado em ideologias.
        A metodologia com base em competência da Alemanha também se difere a brasileira em relação no ensino secundário que se aplica a andragogia e não a pedagogia e eles tem uma técnica onde se acostuma o cérebro a pensar de forma organizada , por isso que a Alemanha é uma potencia em criação de novas tecnologias .
        Com base em tudo que aprendi na Alemanha digo que para mudar o Brasil é preciso investir na educação de base e mudar a maneira de pensar do brasileiro , que acha que a corrupção e a malandragem o beneficia .
        O brasileiro é criado em um ambiente ideológico criado pela República , desde sua instauração que foi feita de forma inconstitucional através de um golpe militar incentivada pela oligarquia da época que eram escravagistas e queriam indenização do império pelos prejuízos causados pela abolição dos escravos o qual não foi dado pelo imperador e sendo assim criaram a república para se auto indenizarem e aproveitaram e criaram uma nova forma de escravidão que é essa que vemos hoje.
        Bobos são aqueles que acreditam que a escravidão acabou , pior acrescentaram os brancos também nessa lista e que se vai mudar o pais com a política que praticamos.
        A minha visita aquele pais me fez ver como é simples organizar um pais e não é as dimensões continentais do Brasil um obstáculo pois essa sim seria até uma vantagem se não fosse a educação que recebemos .
        Tenho um projeto em andamento para incentivar a prática dessa educação e pretendo obter resultados logo .
        abraços.

    2. Deus nos livre, BETO. Idiotas como você é que deveriam fazer um grande favor à nação e sumirem para bem longe.

    3. Beto,

      O senhor deveria se envergonhar de tratar uma pessoa com absurda falta de educação.

      Mas, isto só revela que tipo de pessoa o senhor realmente é.

    4. MAV – militante de ambientes virtuais – detectado. Volte para o diretório do seu partido, meu garoto. seu discurso ufanista sequer consegue maquiar o problema. Que dirá resolvê-lo.

  3. Sabine, concordo com vc. Devemos lutar para melhorar tudo aqui, incluindo os índices em Educação. A criminalidade é muito grande, menores infratores podem fazer qq. coisa e tudo bem. A violência cresce e a educação vai em sentido contrário. Não se tem nada, a perspectiva é quase zero!

    Temos que mudar a nossa mentalidade e exigir que as autoridades cumpram as suas promessas de campanha. Temos que participar e criar uma agenda p/ a renovação do País. Abraços.

  4. “Brasil: Ame-o ou Deixe-o”. Depois de trocentos anos, ainda tem idiota que vive debaixo desse tipo de pensamento.

    Enfim, falemos um pouco sobre a Alemanha.

    Se me permite, Sabine, eu gostaria de começar discordando de 2 coisas que você falou:

    1) alemães são frios. Isso não é verdade. Quem os conhece sabe que, por incrível que pareça, são um povo divertidíssimo. Por outro lado, também são um povo muito focado. Daí, talvez, a impressão de que sejam frios.

    2) falta dinheiro para a Educação no Brasil. Isso nós sabemos que não falta. O que falta é juízo. É um mínimo de bom-senso, na hora de administrar os fartos recursos (sim, são fartos).

    Eu ia falar da tradição alemã em Exatas (começando lá atrás, com Euler, Gauss & Cia Ltda), mas acho que isso é desnecessário. No quesito tradição, jamais poderemos nos comparar aos alemães – e, pra ser sincero, nem sei se tradição é tão importante assim. Os sul-coreanos, por exemplo, não têm 1% da tradição alemã em Matemática, mas dão de mil a zero nos estudantes germânicos, quando o assunto é Ensino de Matemática.

    Pra encurtar, acho que poderíamos resumir as diferenças entre Brasil e Alemanha da seguinte maneira: o que sobra lá é o que falta aqui. Foco e juízo.

    1. Todos os países tem seus cidadãos de estaque em algum momento. São compositores, filósofos, pensadores, escritores, tudo que a cultura local possa permitir. Infelizmente, matamos índios ainda hoje, matamos e criminalizamos os negros, para apontarmos falhas de caráter basto olhar nosso congresso através dos anos. Temos um presidente uruguaio dando exemplos, como temos administrações de países europeus enxutas, integras e muito bem acompanhadas pela sua sociedade. As vezes tirar o que cada um tem de melhor e aplicar pode solucionar. Precisamos é melhorar como pessoas, quem sabe assim, melhorem as cidades, o país.

    2. Concordo com tudo, menos com o argumento ‘falta dinheiro’. Esse não falta mesmo, dada a alta carga tributária que temos. O país é sim rico (também de recursos naturais, entre outros)

  5. PS: isso é para “ontem”! Não dá p/ seguirmos vivendo presos em casa por medo de assaltos, sem saúde pública digna, escolas onde além do despreparo e atraso no ensino, alunos não respeitam professores, chegando a agredi-los várias vezes. Só se alcança a excelência com investimentos pesados nas áreas básicas de uma sociedade. A Alemanha está tão à frente, que ela é a maior produtora de café solúvel do mundo, sendo que no país não existe um só pé de café! Evidente: as condições climáticas impedem que o café vingue por lá. Mas eis aí uma prova de motivação, vontade e criatividade do alemão. Abraços.

  6. Qual a extensão territorial da Alemanha? E a Do Brasil? É mais fácil administrar uma escola pequena ou uma escola grande? Apesar disso, segundo dados do Globo, 10 por cento da população alemã é analfabeta.

    1. Os EUA tem área e população maiores e estão muito melhor do que a gente.

      Seu argumento é válido até certo ponto, porque ainda dá pra melhorar muito o Brasil. Não dá pra aceitar o que está agora só por causa do tamanho do país.

    2. Amigão,

      Nem que você reduzi-se o Brasil à metade do território que é a Alemanha chegaríamos aos pés deles.

    3. Favor nao sempre levar a serio o que esta escrito no Globo. tratando de 10 % analfabetos na Alemanha (Artigo original da Süddeutsche Zeitung do dia 8.1.13): 7,5 Millhoes tem dificuldades na leitura e escrita. 300.000 nao sabe ler palavras. Isto tem varias razoes, dificil de explicar em poucas frases. E isto nao so existe na Alemanha e uma parte da populacao em todos os paises que tem ests problemas e dificelmente sao pegos pelo ensino normal.
      Aqui o link para o artigo orginal
      http://www.sueddeutsche.de/bildung/analphabetismus-in-deutschland-wenn-worte-zur-qual-werden-1.1566693

      Quando se copia, por favor correto.

    4. Samuel, a informação sobre analfabetismo na Alemanha, infelizmente, procede. Mas creio que lá isso vai ter jeito. Mas devemos nos lembrar que o país abriga grande quantidade de refugiados e imigrantes do leste europeu, do norte africano, além de um nro considerável de turcos, a maioria analfabetos em alemão. Isso sem falar que a Alemanha ocidental “comprou” de volta toda a Alemanha “democrática”, onde sabemos que os padrões de educação não eram iguais para todos, já que o totalitarismo prefere um povo ignorante e submisso.
      Este problema da Alemanha costuma ser levantado como argumento de defesa do status local, mas você, honestamente, há de concordar que não se sustenta entre pessoas mais informadas. Às.

      1. Culpa dos imigrantes? Já ouvi essa história sobre a década de 40, o resultado todo mundo já sabe!!!! Sempre que ouço algum problema sobre a Europa metem o imigrante no meio!!! Espero não ver um novo holocausto futuramente!!!

        1. Diego, ninguém está falando que imigrante tem que ir pra câmara de gás. Ninguém aqui está defendendo um genocídio para acabar com a taxa de analfabetismo alemão, então não enxergue problemas imaginários. Basta os problemas reais.

          O que foi dito (com muita propriedade, por sinal) é que os imigrantes, por terem uma óbvia condição econômica inferior, acabam “poluindo” as estatísticas alemãs.

          O analfabetismo alemão é mais devido aos imigrantes do que aos próprios alemães.

          Só isso.

          Nada de Hitler, nada de câmara de gás, ok?

          Abs.

  7. Samuel, esse raciocínio de extensão territorial é meio furado.

    A Rússia é mil vezes maior que o Brasil, mas mesmo assim o ensino de Matemática por lá é zilhões de vezes superior ao nosso.

    E olha que se trata de um ex-país comunista, hein? Escória da História.

    1. Se perguntarmos a 1.000 brasileiros, teremos basicamente as mesmas respostas, logo, como no futebol, todos sabem o que precisa ser feito. Verbas, professores preparados, boa estrutura técnica e administrativa. Tudo isso em função de resultados, de qualidade e de prazos sempre bem acompanhados pela sociedade.

  8. Qdo é que o Brasil vai perceber que o único ‘jeitinho’ que temos de dar certo é investindo em educação?

    1. Grande, educação neste país não “dá” votos. Quem quer ser eleito ou reeleito não tem isso como princípio, como maior proposta.

  9. Que comparação mais estapafúrdia, a Alemanha em 1900 já estava industrializada enquanto o Brasil ainda não sabia o que fazer com os escravos recém libertos. A Alemanha lutou como protagonista principal duas guerras mundiais contra vários inimigos simultaneamente. O Brasil não sabe o que é uma guerra, só sabem alguns militares e os negros massacrados na guerra do Paraguai. A Alemanha tem um sistema de Bem Estar Social (Welfare State) desde o fim da 2ª GG. O Brasil tem um arremedo de seguridade na Previdência Social, no SUS e agora na Bolsa Família. O que te faz pensar que essa comparação tem algum sentido?

    1. E a Alemanha enfrentou loucamente duas guerras, teve o país dividido ao meio e, pouco tempo depois, é uma mega potência como se nada tivesse acontecido…

      1. Além de tudo isso, Sabine, ainda tem um detalhe importantíssimo que você não mencionou: os enormes gastos envolvidos no processo de reunificação com a Alemanha Oriental.

        Imagine quanto custa industrializar um país recém-saído da Idade da Pedra.

      2. Concordo com Carlos Antonio Morales. Vamos fazer essa comparação daqui a algumas décadas. Não foi só a Alemanha que se ergueu como um potência industrial e econômica após a segunda guerra mundial. Ser Alemão não teve nada a ver com isso. Tampouco ser Francês ou Inglês, países hoje também desenvolvidos, social e economicamente.

        Também há de se ressaltar que o velho continente é o que é as expensas da exploração humana e dos recursos naturais de suas ex-colônias. Infeliz sua comparação.

      3. Mas não é bem assim não. O país se reunificou, mas mesmo depois da reunificação ainda há um desnível econômico entre leste e oeste. Caso a autora do texto não acompanhe mídia internacional, ela pode rever uma matéria da própria folha de São Paulo de 08.11.2009 sobre o assunto.

        Aqui o link: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft0811200901.htm

        Eu ainda continuo um pouco assustada com a falta de informação da autora e generalizações. O próprio teste PISA é muito criticado na Alemanha, porque agora as escolas mudaram o modo de ensino a fim de que os alunos sejam bons no respectivo teste. O que não quer dizer que a qualidade do ensino melhorou de fato. O próprio sistema escolar alemão é totalmente diferente do brasileiro. E sim, leia as estatísticas apresentadas por outros leitores. Existe analfabetismo na Alemanha.

        Alguns outros leitores disseram que os imigrantes contribuem para o analfabetismo. Sim. Mas por um outro lado, a prova que eles devem fazer de proficiência de alemão é absurdamente fácil e não assegura conhecimento da língua o suficiente para que o cidadão consiga dialogar sobre temas complexos. Mas por outro lado, muitos imigrantes dominam Hochdeutsch (alemão culto) melhor que os próprios alemães.
        Outro leitor falou a respeito de turcos. Oras, a qual geração ele se refere? A geração da década de 50 que veio trabalhar na reconstrução alemã e simplesmente o país não oferecia cursos de alemão porque os imigrantes eram mão de obra temporária? Os que optaram por ficar na Alemanha tiveram filhos, a segunda e terceira geração falam alemão.
        E só pra constar, um nobel de literatura alemã de 2009, Herta Müller, vem da Romênia.

        Ao meu ver, sra. Righetti apresenta um jornalismo raso, leviano, apressado e meramente deslumbrado com estatísticas e dados. Falta senso crítico, análise, ponderação. E ainda que o formato que a dita jornalista escreva seja um blog, acho que pra falar de educação em um jornal razoavelmente bom, ela deveria ter um pouco mais de responsabilidade em relação ao público para o qual escreve, pois uma vez que ela se diz acadêmica e com certa responsabilidade social, a autora deveria no mínimo não apresentar textos ingênuos.

        1. Maria, você considera leviano comparar países usando avaliações internacionais bastante consolidadas como o Pisa, rankings internacionais de universidades, base de patentes etc? Tem outra sugestão de análise? Eu estudo indicadores há alguns anos e sei que eles servem justamente para isso: para permitir comparações. Abraços, Sabine.

          1. Olá sra. Righetti, sim, considero bastante superficial. Porque no caso a senhora não apresentou sequer críticas a esses indicadores, como no caso do PISA, cuja aplicação e aceitação é controversa na própria Alemanha, como já mencionei no meu comentário anterior.

            A senhora apenas apresenta e compara números. E comparar não significa necessariamente pensar. Vosso texto tem números, mas não tem ideias. Apenas um senso comum deslumbrado com indicadores de países de primeiro mundo.

            Eu não tenho solução de como lidar com os indicadores, porque não sou detentora/ patrulhadora/ autoridade máxima de tal campo de conhecimento. Sou apenas uma leitora deste jornal, que no momento se encontra um tanto quanto assustada com a qualidade do que é escrito e apresentado ao leitor.

    2. Carlos: a Austrália e o Canadá são países mais “novos” do que o Brasil, mas, no início do século XX, já tinham uma renda per capita que devia ser mais de 4 vezes maior do que a nossa. Os Estados Unidos, que têm alguns aspectos mais parecidos conosco (chaga da escravidão, população maior e etnicamente mais diversa, etc.) e que se tornaram independentes um pouco antes de nós, já eram, no início do século passado, a maior economia do mundo com uma renda per capita cerca de 5 vezes maior que a nossa. Precisamos reconhecer que nosso desempenho tem sido muito inferior ao que poderia ser ou ter sido.

  10. MInha cara, espirito guerreiro, não. Isso não precisamos imitar ou invejar da Alemanha. Nem de perto. E acho que nem os alemães querem reviver esse “espírito guerreiro”. Faz tempo que já aprenderam que isso não dá pé. Deixaram pros americanos.

  11. Encerrando: ainda me lembro que nos anos 70 a Educação era melhor por aqui. Saía da antiga quarta série do Primeiro Grau sabendo ler e escrever corretamente. Meus pais diziam que no tempo deles era ainda mais forte e exigente, o ensino, sendo o público, mais forte que o particular. Infelizmente houve uma degradação do ensino, principalmente público, dos anos 70 para cá. É uma realidade, basta falar com alguém da época. Claro que antes dos anos 70, por exemplo, 1950,40,30, etc., poucas pessoas terminavam o antigo primário, equivalente a quatro anos de estudos do atual Ensino Básico. Abs.

  12. Acabei esquecendo o principal. Em 1950, 80% da população brasileira vivia no campo, em 2000 mais de 80% já estava vivendo nas cidades. Isso representa uma diáspora, uma violência incomensurável; dezenas de milhões de pessoas atiradas nas periferias das cidades sem casa pra morar, sem água, sem esgoto, sem condução, sem educação, só com um empreguinho miserável pra não morrer de fome. Até hoje 70% das habitações das nossas capitais e grandes cidades são irregulares. Pais e mães trabalhando o dia inteiro, tendo de deixar seus filhos se virando sozinhos. Escola de meio período. Quem (des)educou essa criançada? A TV. Uns aos outros. O traficante mais perto. Você tem ideia da taxa de urbanização da Alemanha no século XX?

    1. Concordo com vc., Carlos Antonio Morales. Essa inversão tão rápida, da população rural para a urbana, provocou um caos grande na sociedade brasileira.

      Isso, culpa da ideia que muitos governos ajudaram a espalhar, que viver nas grandes cidades, nas áreas urbanas, era melhor! Pessoas deixaram as pequenas propriedades rurais, empregos em fazendas para tentar vida melhor nas metrópoles. Vieram sem preparo para trabalhar na vida urbana, sem qualificações e isso acabou gerando mais favelas, desilusões, crianças nas ruas aprendendo com meliantes tudo o que não presta enquanto os pais trabalham dia inteiro e não podem cuidar dos filhos, deixando-os sozinhos à mercê da marginalidade, algo que influenciou muito o atual grau de criminalidade existente no País. Abs.

  13. Excelente análise! Nossa auto-estima e tão baixa que achamos que só o futebol pode nos dar orgulho. Nós temos que entender que a vitoria do futebol alemão e nada mais nada menos do que o reflexo de sua sociedade, uma sociedade onde a organização e o planejamento andam juntos com o talento. No Brasil pensamos que só o talento basta para sermos vitoriosos. Ontem a Alemanha nos mostrou que só talento não basta. E espero que tenhamos aprendido a lição…

  14. Existe um exemplo ainda mais humilhante. O período migratório de alemães data de pouco mais de um século. Nesse um século procure UMA só favela de descendentes de alemães. Não existe. Como os japoneses, não só tomam conta de si mesmos, como ainda prosperam.

  15. IDH, GINI, PIB, qualidade e expectativa de vida… tudo isso e muito mais é ponto pra Germany. Se reergueu de DUAS guerras mundiais, e hoje o Brasil não é nem a Alemanha de 1980.

  16. Recomendo o documentário Tarja Branca e verás que dependendo do paradigma que se adota, somos, ao nosso jeito, tão bons quanto a Alemanha.

  17. Complicado este negócio de comparar países: se elogia outro país, tem que agüentar mimimi de “pachecos” que, mesmo não conhecendo, macaqueiam o que a ditadura dizia na década de 70 (ame-o ou deixe-o, etc.) ou o que escrevia um jornalista sobre futebol na década de 50 (o tal viralatas). Se critica, é logo tachado de caipira tacanho, e por aí vai.
    Estudante ou profissional, tive e tenho o gosto de aproveitar os dois países, suas virtudes e problemas. Também aprendi rapidinho que clichês são o que são: temas de conversas informais, nada mais.

  18. Acho que nós, brasileiros, somos os maiores especialistas do mundo, quando se trata de arrumar desculpas esfarrapadas.

    Na nossa opinião, a Alemanha se reergueu das cinzas porque já era rica, culta e urbanizada. Os Estados Unidos se transformaram numa potência econômica simplesmente porque são capitalistas malvados. A Coréia do Sul virou uma potência econômica (e educacional) porque é um país cheio de “trouxas” bitolados que não prezam qualidade de vida.

    Blábláblá e mimimi. Nisso, ninguém é melhor do que nós.

    1. Perfeito comnetario.
      Sempre uma desculpa, somos jovens, fomos explorados coitadinho de nos, por favor precisamos de mais tempo!

      1. Com relacao ao futebol , mais do mesmo.
        Sabiamos que tinhamos problemas quando foi dada a copa para nos.
        Nada fizemos! esperamos ate’ o ultimo minuto, e so’ depois da humilhacao comecamos a falar de mudancas!

  19. Atualmente na Alemanha se discute a dependência da mesma das indústrias tradicionais, como a automobilística. Os carros alemães há muito tempo não são mais os melhores do mundo. Dizer que o Brasil não se ergue, como, por exemplo, diminuir a miséria de 35% da população para 12¨% agora no governo Dilma, reduzir a desigualdade em tempo recorde, e ser o país que mais evoluiu em redução da mortalidade infantil, entre tantas outras vitórias, é negar tudo de bom que existe no Brasil.Por outro lado, é apenas reforçar um eurocentrismo atávico, pois o que vigora no mundo é a globalização. Falou em excelência na educação: falou CHINA, nos dias de hoje, e, não, Alemanha.

  20. Acredito que a Alemanha está do jeito que é, devido a distancia social que há neste belo país! Lá a desigualdade social é muito pequena, se compararmos com o Brasil.
    Prova disto que a própria autoria afirma que o ponto que os alemães tem a melhorar é a sua frieza, mas isso é traço de personalidade de um povo, língua ou nação. Não pode ser mudado, apenas compreendido!
    Quanto ao Brasil, sinto vergonha de ser brasileiro, por vários motivos, na questão educacional principalmente, pois infelizmente universidade e faculdade pública são para os filhinhos de papai, para os ricos, pois é só constatar no site do MEC a origem social e econômica dos pais destes estudantes que entram na USP, UNESP, UNIFESP, etc, ou seja, cursos como direito, medicina, engenharias, jornalismo, economia são para a elite que, literalmente massacra, o mais pobre que é o que mais paga tributos e sustenta esta elite que se esconde nos poderes públicos e privados.
    De fato, a educação básica deve ser mudada, mas se houver este abismo infernal de ricos e pobres no Brasil, seremos sempre povo de terceiro mundo e apenas entidades sociais como Sindicatos, Igrejas e ONGs que deveriam mudar este terrível destino têm se vendido com preços de migalhas para a elite que não tem interesse ou vontade nenhuma de realizar uma distribuição de renda justa e equilibrada!

  21. “Já o Brasil não tem representante nem entre as 200 melhores da lista (a USP, melhor do Brasil, está em 226º lugar no mundo).”

    Acho que você como aluna da Unicamp e doutoranda devia saber melhor do que ninguém que esses rankings internacionais não assim, “justos” com as universidade brasileiras.

    Não é por nada, mas se você acha que Unicamp é 200 vezes pior que as primeiras universidades está muito enganada. Temos sim excelentes cursos de graduação e pós-graduação, principalmente na área de exatas. Se duvidar do nível desses cursos, dá uma andadinha do Labjor onde você trabalha e vá até o IMECC e faça uma disciplina básica como Cálculo I, depois me conta como foi “fácil para você”. Pode comparar com os cursos lá fora.

    Em termos de pesquisa a produção científica brasileira merece mérito pelo que faz com o pouco que recebe. Muito pouco pela qualidade dos profissionais que trabalham nessas universidades. Somos alunos de doutorado de uma das melhores universidades do país, complexo de vira-lata não dá.

  22. Cara Sabine,
    Seguramente você não só deve conhecer a Alemanha como a Europa como um todo… Quem como eu teve a oportunidade de também conhecer e de morar fora do Brasil, quando volta, volta com uma gana danada de buscar fazer com que nosso país um dia venha a ser uma Alemanha, Suíça, França, e por aí vai…
    Mas porque você não aproveita esta mesma oportunidade e compara nosso país com o Egito por exemplo… Eu morei lá e afirmo que o Egito está para o Brasil assim como o Brasil está para a Alemanha… 99% da população de lá é paupérrima… Engenheiro dos bons lá, recebe 400 dólares por mês, só!
    Somos um país muito jovem para ser submetido a este tipo de comparação…
    Sem dúvidas válida como objetivos a serem alcançados, mas quantos anos mais tem a Alemanha em relação ao Brasil? Então temos que dar tempo ao tempo… Daqui quem sabe uns 200 anos, seremos muito melhor do que a Alemanha, do que a Europa…

  23. Apenas há pouco tempo que educação passou a ser considerada investimento pelo Governo. Antes constava nos planos como “despesas educacionais”. Vamos ficar discutindo o que é bom na Alemanha e no Brasil até o final dos tempos. Aqui os políticos não tem interesse na educação porque povo educado passa a votar de maneira diferente (exceto os que sofreram lavagem cerebral pelos locais em que cresceram ).

    O melhor que podemos fazer é cada um exceder a especificações, ie., fazer o melhor que puder em todas as situações e assim, por emulação, outros tentarão fazer a mesma coisa.

  24. Trabalho numa universidade pública e acabei de lançar os conceitos de uma turma, licenciatura em física, sendo S=W.O, reprovado sem nem fazer prova. Eis o resultado: S= 30, I= 11, R= 10, B=3, E=3.

    Isso é uma derrota? Nenhuma. ninguém nem irá querer saber disto. Cada um desse garante mais de R$ 14.000,00\ano para o orçamento só por ter se matriculado.

  25. Tenho colegas com uma educação invejável, de padrão europeu, que fizeram intercâmbios, escolas bilíngues, faculdades caríssimas (ou mesmo federais)…e continuam sendo péssimos seres humanos.

    Esta derrota só mostra que devemos refletir mais sobre quem somos e parar de fazer cópias fajutas de outras nações, povos.

    O problema do brasileiro é ético e não educacional.

    1. Excelente comentario.
      COnehce muita gente bem educada Brasileira que insiste em ser um lixo de ser humano.

    2. A Copa só refletiu o que nós somos – despreparados. Vejo o povo dessa cultura se debatendo em birra feito criança. Somos uma país de crianças, e não por sermos um país jovem – isso não vem ao caso, veja os EUA. Somos sim crianças que esperam o agrado do pai, o desejo realizado com soluções mágicas. Primeiro, discordo de um dos comentários: o problema do Brasil é educacional sim e é ético também e tem uma lista que se segue ainda. O que precisa ter é “vergonha” no seu sentido mais puro. A gente tem que ter vergonha de não saber. Isso parece não nos afetar. Perdemos a Copa e talvez isso seja bom se for bem entendido. Temos que ter vergonha de não falar outra língua por exemplo, de não saber matemática, de não ter um Nobel. Como um povo não tem vergonha de não saber e achar que está tudo bem? Os alemães e outros povos sérios mundo a fora, são o que são por terem vergonha, por terem vontade, por ensinarem suas crianças que elas precisam ‘ser’ antes de qualquer coisa. E ensinadas direito, sem passar a mão na cabeça – não abro espaço para violência, porque violência não educa – mas ensinadas de verdade a serem independentes, resolver por si as coisas desde pequenas e saber que isto é difícil e é conquistado com mérito, dedicação e perseverança. O resultado para eles é: adultos focados, país funcionando. Não resolve vir dizer aí embaixo que eles têm problemas, óbvio que problemas existem, mas coloque na escala e veja o quanto estão melhores que nós.
      Não resolve vir e dizer que o Egito está uma catástrofe – têm paises piores, tem coisas bárbaras acontecendo mundo a fora, mas por acaso somos loucos de querermos nos nivelar com a barbárie? Não deveríamos.
      Precisamos parar de nos debater e analisarmos o que funciona e nos espelhar. Não estou falando que o Brasil é uma catástrofe completa, porém, a nossa cultura, se não mudar na base, nos levará ao nada.

  26. A falta de preparo técnico nos diversos setores deste país, resulta em um comportamento xenófobo e agressivo. Achamos que podemos ganhar no grito, quando estamos sob pressão emocional. Xingamos, criticamos, e esquecemos do mais importante: o respeito ao jogo! Contra a Alemanha, isso ficou claro. Acreditamos que observar, aprender e admirar as qualidades de outras nações é “babar ovo de gringo”! Dessa forma, sentenciamos nossa própria ignorância e aniquilamos qualquer forma de aprendizado, desenvolvimento e melhora. Não temos humildade para aprender. Neste país, que tanto amo, estamos nos matando por motivos banais. Falta educação, saúde, infra-estrutura e tudo mais! Quem não está preocupado com o futuro de nossas crianças, diante da total ausência de segurança nas ruas, que atire a primeira pedra! Parabéns pelo texto!

  27. Só não concordo com o primeiro parágrafo. E o motivo é bastante simples. O Brasil tem 5 títulos mundiais, a Alemanha, 3. Logo, o futebol brasileiro é melhor que o alemão historicamente. Não se pode fazer uma afirmação como “Já sabemos que o futebol da Alemanha é incrivelmente melhor do que o nosso. Isso ficou evidente na derrota brasileira por 7 a 1 na semifinal da Copa” baseado em apenas um evento! Faça qualquer pesquisa usando este critério e será massacrada por seus pares. Agora, o atual time alemão pode ser (e é) superior ao atual time brasileiro, mas a generalização é infundada. Abraço!

  28. É complicado comparar realidades tão diferentes. Brasil é uma democracia jovem, que viveu boa parte de sua história sob o regime de coronéis, em que as famílias abastadas iam estudar e gastar na Europa, sem preocupação alguma com o país – para eles, local de caboclos ignorantes, sem direitos sociais, sem amparo do Estado. Teve a diáspora às cidades, uma vez que no campo sempre predominaram os latifúndios. Nunca existiu planejamento. Houve um lampejo de país nos anos 50, até cairmos na escuridão nos 60 e 70. Somente a partir da redemocratização começamos verdadeiramente a formar uma nação. E sozinhos. Não tivemos Plano Marshall, como teve a Alemanha para se reerguer. Sem contar que tivemos de pagar a conta com os agiotas do FMI. Como sermos bons em matemática se ainda temos que lidar com a fome? É um processo. Há muito o que fazer, mas vejo que avançamos, socialmente, economicamente. Só o fato dessa discussão pela meritocracia estar acontecendo já indica que mudamos de fase. Nunca seremos alemães, para o bem e para o mal. Cada povo tem sua história. A nossa estamos construindo agora.

  29. Falta o povo brasileiro tomar vergonha na cara e fazer a sua parte.
    Falta parar com essa história de que o governo tem que fazer tudo.
    Fala-se muito em educação de qualidade, mas pouquíssimas pessoas tem interesse em estudar, e a maioria dos pais não estão nem ai com a educação de seus filhos.
    Na minha humilde opinião, a coisa que mais falta ao brasileiro é a “disciplina”.

    1. Concordo plenamente com você E. Silva. Os brasileiros querem educação, saúde e transporte de outros países, mas querem continuar agindo como brasileiros: com “jeitinho” e cada um levando vantagem onde pode. Agir respeitando os limites dos outros, as leis e educando as crianças, ninguém quer. O governo virou desculpa pra tudo. E a Alemanha tem aquilo que não temos: disciplina. Por isso são bem sucedidos.

  30. Sabine, você não mencionou as duas guerras pelas quais passou a Alemanha e perdeu ambas. Reconstruir um país praticamente do zero, com a economia em frangalhos e toda sorte de adversidades, faz o pais tirar forças de onde não tem. A divisão das duas Alemanhas, com Berlim dividida por quase trinta anos, separando famílias, foi outra cicatriz no povo alemão; enquanto isso, o Brasil lindo e exuberante, com seu clima tropical, seu povo alegre e fagueiro nunca passou por nada parecido. Isto também faz toda a diferença, para o bem e para o mal.

  31. Sabine , caros amigos

    Temos de ter muito cuidado ao comparar , tanto países quanto sociedades de uma forma simplista , como tu fizeste aqui , e , pior , quando muitos incautos ( ou ignorantes ) se apressam em concordar sem contestações ou maiores reflexões .
    Desculpe a minha franqueza , mas fica parecendo vergonhosamente desonestidade intelectual de sua parte , ou incompetência mesmo .
    É cristalino que o nível cultural e educacional de um alemão médio está muito a frente de um brasileiro , e temos que urgentemente de lutar para melhorar neste quesito ( Educação ) que considero o mais importante de uma sociedade .
    Porém sempre haveremos de ter a cautela de considerar as diversas variantes históricas ( como , por ex. , a milenar civilização alemã comparada com os poucos mais de 100 anos de nossa real História ) , além de outros aspectos particulares até de ordem geográfica etc .
    Outra coisa é o conceito de “melhor” , muito enganador , no sentido de que hoje é mais válido uma abordagem psicossocial , onde valores intrínsecos de um povo pesam mais do que indicadores tradicionais ( vide encantamento dos próprios jogadores alemães com o jeito de ser do brasileiro , dentre outros aspectos humanos positivos ressaltados pelos estrangeiros de várias nacionalidades que estiveram entre nós por estes dias ) .
    Finalmente gostaria de deixar claro a minha profunda admiração por uma cultura que deu à humanidade um Bach , Haydn , Mozart , Beethoven , Goethe , Nietzche , Einstein e tantos outros luminares . Mas também nào me furto a refletir como essa mesma cultura permitiu e compartilhou o advento de um monstro como Hitler e seus seguidores facínoras que causaram tanta dor , sofrimento e morte a milhões de seres humanos há apenas 70 anos atrás .
    Viu , Sabine , como é complicado e perigoso fazer essas perigosas comparações ?
    Ah , sim , para terminar , tudo bem que ontem a vitória alemã foi acachapante , e nesse momento estão jogando bem melhor que a nossa Seleção , mas olhe atentamente para a história do futebol mundial ( títulos , estilo , grandes jogadores etc ) e seja honesta: a distância é ainda considerável a nosso favor ( e isto não muda de um dia para o outro , mesmo por causa de um atípico revés de 7×1 contra ) .
    E outra , com todos os seus inegáveis méritos de maior artilheiro das Copas , comparar o limitado Klose com Ronaldo ( uma lenda do futebol ) é , no mínimo , risível !
    Abrçs a todos .

  32. Nao funciona tao simples assim, dar educacao ao povo… Tenho superior e pos pela politecnica da USP em engenharia e nao existe a valorizacao e nem reconhecimento. Muitos que mal sabem falar passam na frente por diversos motivos. Os professores ganham menos que um pedinte. Os pesquisadores, medicos, doutores sao todos desvalorizados. Assim caminha o Brasil.

  33. Eu sei o que a Lemanha tem: seriedade e competência no que fazem. Sou descendente de alemães e esse massacre sobre o Brasil na Copa escancarou que o país está todo errado. Hoje o Brasil é coadjuvante com esse futebol praticado decadente e sem nenhuma tática consistente. O exemplo mais amplo do ponto de vista social são os serviços públicos do país. Simplesmente UM LIXÃO. E nenhum governante quer levar a bunda da poltrona pra mudar algo. O que tem que mudar aqui na ‘terra dos tupiniquins’ é essa mentalidade do ‘jeitinho brasileiro’ pra tudo. Isso se refletiu na Seleção Brasileira. Acharam que iam reunir todo o time novamente e pronto, vamos ser hexa. Aham…levaram no butico bonito. Enquanto houver esse pensamento o Brasil será esse atraso de vida. Somos apenas um país iludido por sonhos e esperanças por essa corja de políticos vovôs, imbecis, retrógrados e BURROS que não fazem nada. Para com isso. Tem que concretizar ideais sociais para se formar uma sociedade civilizada em todos os sentidos, desde a educação à saúde. Por isso não voto mais. MEU VOTO É NULO. O único jeito de mudar é realizar uma REVOLUÇÃO SOCIAL. O que houve para que os países europeus chegassem nesse patamar de desenvolvimento? REVOLUÇÃO, de iniciativa da civilização que habita tais países. Portanto, as gerações subsequentes que se cuidem, pois esse ‘paizinho’ vai virar uma Cuba num instante, diante da censura de se não poder expressar certas opiniões e críticas sobre esse DESgoverno atual. Preparem-se!

  34. Eu acho muito oportunismo agora só porque o Brasil perdeu no futebol, as pessoas começarem a vomitar esse tipo de comparação…e se fosse o inverso, será que o complexo de vira lata teria sido ressuscitado?A Alemanha é um país admirável, mas tem suas mazelas também…porque não se publica que proporcionalmente a taxa de analfabetos na Alemanha é (pasmem!!!) maior que a do Brasil?…vamos parar com esse “baba ovismo” de gringo, gente e tomar uma overdose de autoestima!!

  35. Muito válidas quaisquer tipo de comparações que procurem provocar debate e melhorar a situação do nosso país. Mas acho estranho quando simplesmente se esquecem que os europeus nos roubaram por séculos (até hoje somos roubados através de juros) e tentam comparar estados-nação com 5% da nossa área territorial com o nosso país. Deve mesmo ser bem difícil atingir níveis excelentes em todos os indicadores econômicos e sociais quando se tem um estado-nação do tamanho da Paraíba, como a Bélgica, a Holanda… Asfaltar, colocar linhas de transmissão, cabear para internet… Tudo isto, nestes países, deve ser extremamente mais difícil… Nossa! Até cansei.

  36. Para falar a verdade, não sou um grande fã do sistema educacional alemão. A Alemanha, por exemplo, tem uma das menores porcentagens de adultos com curso superior completo entre os países de renda alta e suas universidades têm um ranking relativamente baixo em listas como THES e QS. Além disso, o sistema de ensino secundário alemão com separação muito precoce e pouco flexível entre um “track” acadêmico e outro vocacional é ultrapassado. Ao meu ver, reflete uma visão de mundo antiga da era industrial e diminui a mobilidade social.

  37. Para copiar alguém para ser o melhor do mundo eu vou copiar a Noruega, que tem o maior IDH do mundo e analfabetismo zero. Por que copiar a Alemanha que tem 7,5 milhões de analfabetos adultos? Acho ridículo tipo de comparação feita nesses texto. Só porque perdemos pra eles no futebol teremos que ficar igual a eles agora?

  38. Ah, e o futebol da Alemanha não é incrivelmente melhor que o nosso. Ele está melhor que o nosso, o que é bem diferente. Em 7 finais a Alemanha ganhou 3 e o Brasil em 7 finais ganhou 5. Ser e estar, em português, são dois verbos muito diferentes.

  39. Overdose de autoestima é tudo o que o Brasil NÃO precisa.

    Aliás, muito pelo contrário.

    Considerando nossa insignificância no plano internacional, eu diria que o Brasil sofre de um EXCESSO de autoestima.

    Nós sempre nos julgamos a última cereja do bolo, e é esse tipo de pensamento que nos coloca cada vez mais na merd*.

    Precisamos é parar de pensar que somos os reis da cocada preta. E trabalhar mais.

  40. Fiquei curioso com esta história de analfabetismo na Alemanha. E como lá tudo é documentado bonitinho, seguem os dados do Destatis (escritório federal de estatísticas):
    No final de 2012, das 71,5 milhões de pessoas com mais de 15 anos de idade, 2,7 milhões tinham entre zero e 7 anos de formação escolar (corresponde ao que chamamos de analfabetismo). Estes 2,7 milhões correspondiam a 2,3% dos alemães e 18,1% dos estrangeiros que lá vivem.

    Fonte: https://www.destatis.de/DE/Publikationen/Thematisch/BildungForschungKultur/Bildungsstand/BildungsstandBevoelkerung5210002137004.pdf

    1. Completando minha última frase:
      …correspondiam a 2,3% dos alemães e 18,1% dos estrangeiros que lá vivem “e tem mais que 15 anos de idade”.

  41. Falando em tamanho de território, comecemos por uma pequena cidade do interior de SP, que teria tudo para aprimorar a Educação das crianças nas escolas publicas, sou testemunha, moro próximo de três, fundamental ao médio, eh desastrosa a maneira com que o ensino deles eh conduzido, quase sempre não há aula, qdo uma classe tem outras não, e a bagunca e palavrões eh o tempo todo, e não há repressão por parte de quem quer que seja, eles pulam o muro o tempo todo, eh lamentável.

  42. Sabine,
    so’ uma coiza.
    “A Alemanha lidera a inovação mundial.”

    Seria melhor voce escrever que a alemanha e’ um dos lideres. Pois, certamente, ela nao lidera.

    1. Na verdade, se tomarmos o “Global Innovation Index” como parâmetro, a Alemanha é apenas número 15 e perde, por exemplo, entre outros da Suíça. Suécia, Holanda, Estados Unidos, Finlândia, Hong Kong, Cingapura, Dinamarca, Canadá e até mesmo do Reino Unido (Grã-Bretanha). A Alemanha para mim é muito boa em indústrias tradicionais (mecânica, química, automobilítica, etc.), mas não é modelo de inovação nem de sistema educacional. Aliás, como eu argumentei acima, o modelo de ensino secundário alemão, na minha opiniao, é baseado em conceitos ultrapassados.

    2. Marcia, depende se estamos falando em quantidade ou qualidade. Em quantidade os EUA estão na frente, se considerarmos inovação como pedidos de patentes (até porque nos EUA tudo é patenteável). Mas em qualidade, sim a Alemanha lidera.

      1. Sabine,
        Desculpe mas discordo outra vez.
        Nos EUA nem tudo e’ patentiavel. O sistema de patentes e’ rigoroso.
        E quanto a qualidade do que voce se refere?
        Carros americanos sao melhores que VW, basta ver o consumer reports.
        A sua generalizacao nao faz sentido.

        1. Marcio, não estou dizendo que não é rigoroso. Mas, nos EUA, é possível patentear até genes, coisa que não acontece pelo sistema brasileiro e europeu, por exemplo.

          1. Sabine
            A união européia permite a patente de estruturas genéticas de espécies biológicas. Os EUA nao permitem a patente de código genético humano.
            Portanto acho que os EUA nao patenteiam qualquer coisa , existe um processo rigoroso contra i que o sistema chama de “patentear o obvio” esta na lei.

          2. Marcio, eu não disse que os EUA patenteiam qualquer coisa e nem que o sistema não é rigoroso. O que disse é que o USPTO permite patente de genes (de plantas e até humanos), o que não acontece no Inpi e no EPO.

          3. Sabine
            Bom dia.
            Os EUA não pateiteiam genes humanos. E ‘ proibido. A suprema corte já deixou isso claro.

  43. Marcelo, os alemães não são líderes em muitos campos, mas há alguns em que a liderança alemã é indisputável, principalmente em termos de inovação.

    Na indústria de bens de capital, por exemplo, não existe nação capaz de se igualar a eles.

    Prova disso é que a Alemanha é um dos raros países do mundo que consegue ter superávit comercial com a China – e não fazem isso vendendo bugigangas.

  44. O que a Alemanha tem que nós não temos?
    Resposta: Muitas coisas. Para começar o povo alemão não crê tanto na sorte quanto nós, brasileiros…
    Isto, de ser extremamente supersticiosa, atrasa, atrofia muito o pensar (e agir) de uma nação…
    A publicidade e as instituições bancárias exploram o filão de os brasileiros serem muito voltados para a sorte. Fazem “venda casada” de seus produtos com “sorteios milionários” a fim de atrair o ingênuo e pobre brasileiro…

    1. O povo alemão sabe que a sorte é uma abstração. Não existe… Trabalha com afinco a fim de atingir seus objetivos… A vitória dos alemães sobre nós, brasileiros, não foi à toa. Foi resultado de trabalho árduo e muita observação…Se Felipão e sua equipe trabalhassem arduamente desde 2010 em busca do sonho da vitória certamente não seríamos tão humilhados pela capacidade dos alemães…

    2. A publicidade (leia-se, empresários sem escrúpulos) ganha dinheiro com a superstição do povo brasileiro voltada para a sorte. Uma lástima!!!…Não se vê isto acontecer com o esperto povo alemão…

    3. Uma “jogada ensaiada”, por exemplo, é resultado de um cansativo trabalho. Tem de ser repetida, à exaustão, centenas de vezes para dar certo…Os jogadores têm de ser cúmplices uns dos outros… Faltou harmonia na equipe do Felipão. Sei que agora é fácil falar, criticar…

      1. O brasileiro é tão voltado para a sorte que inventou as respostas a questões de provas na forma de múltipla escolha. Múltipla escolha não incentiva ninguém a estudar. É pura sorte… Aliás, a múltipla escolha nasceu nos tempos da ditadura. Que não fazia questão que ninguém estudasse muito…A ditadura sempre temeu os intelectuais. Mas isso é outro assunto.Nada tem a ver com o tema da Sabine…

        1. Um jogador brasileiro na faixa dos 20/30 anos é típico fruto dos alienantes “anos de chumbo”. Onde estudar e se aprofundar nos assuntos “não era muito importante”. Agora, colhemos os resultados. Perdendo vergonhosamente de 7X1 para a Alemanha…

        2. Isso tudo é só o começo. Depois de aprendido tudo, tem que pensar em algumas formas de inovar. Especialmente nesse caso, pois o adversário também não fica parado, pode ter descoberto um jeito de neutralizar tudo e .. ganhar de goleada

        3. Devias saber que não é quase mais assim, depois que um grupo de brasileiros adaptaram a TRI- teoria de resposta ao item, a qual é aplicada no ENEM. Agora, marcado certa, terá nota 100% se acertou por saber mesmo, coisa de 60% se acertou por saber mas ou menas e e ZER0 se chutou apenas.

  45. Vergonha na cara. escolas boas, professores respeitados. Cidadania. Compromisso com a nacao. Trabaho duro.
    Aqui so somos nacao na copa. Rsrsrs ! Depois e cada um por si …
    Nao da para contruir um pais forte pensando no individual,
    Individualmente o brasil foi bem, mas o coletivo, o time nao houve, preferiram folgar.
    O brasileiro so pensa em si por isso a nacao nao decola.

  46. Acho meio ingênuo por parte de Righetti reiterar no texto um imaginário coletivo brasileiro de que na Alemanha as pessoas são frias e inflexíveis, baseando sua experiência na relação com cerca de quatro pessoas de gerações anterioes a sua (Se ela vivenciou algo além do âmbito familiar, poderia ter sido escrito…) Por isso escrevo aqui meu comentário, que se baseia na minha experiência cotidiana na Alemanha. Espero que sirva de contraponto para algum leitor.

    Alemães não são frios e inflexíveis. Pelo menos é isso que eu vivencio aqui. Eles são mais polidos no trato com as pessoas e demoram um pouco mais para se aproximar. Isso pode fazer com que eles pareçam frios. Mas a partir do momento em que você faz amizade com eles, eles podem ser muito leais. íntegros, amáveis, carinhosos e solidários. Diria até sentimentais. E nas experiências de trabalho e estudo, bom, digo que são bem flexíveis. É só fazer as coisas como são pedidas nos prazos, saber o que você quer e saber negociar/dialogar. E se você tiver problemas pessoais, como um caso drástico, morte de um ente querido, eles vão respeitar seu tempo e te ajudar a se reerguer.

    Meu alívio é que aqui a esfera privada é respeitada de fato, ninguém opina na sua vida, julgando se ela certa ou errada. E não há violência verbal gratuita e/ou linchamento social. As pessoas não ostentam roupa, casa, carro, diploma. As pessoas se esforçam pra conseguirem boas notas e para ganhar salário. E não se vangloriam a todo minuto por seus méritos. E sobre preconceito sócio-ecônomico: ninguém é pior tratado porque é lixeiro, e os lixeiros tomam café na mesma padaria de qualquer trabalhador de colarinho branco. Esse modo de viver ”alemão” funciona bem pra mim, que venho de família totalmente brasileira, e eu sou feliz assim. Ainda que já tenha ouvido ignorâncias – mas você vem do Brasil e não é negra? Ingorância e falta de informação tem em qualquer lugar. Pensar que no Brasil só tem negro é o mesmo que pensar que na Alemanha são todos loiros de 1,80m e olhos azuis. O que não é verdade.

    Dizer que a Alemanha ”tem lá seus muito problemas, bastante conhecidos pela história da humanidade” é algo ultrapassado. Segunda guerra mundial e Holocausto já passaram, mas claro, não devem ser esquecidos. E o país se esforça para que o episódio não seja esquecido. Mas ninguém fala de nazismo todo dia ou acorda com culpa e vergonha pelo passado.E o assunto não é de modo nenhum tabu. Claro que Alemanha tem problemas, como neonazistas e o NPD, que tem apoio em regiões como a do Ruhr, onde o índice de desemprego é maior.

    Ter um país de primeiro mundo como exemplo de desenvolvimento não é de todo ruim. Mas por um outro lado, acho que brasileiro não se encontrou enquanto povo para fazer as coisas respeitando suas características, de modo que os resultados apareçam a coisa toda funcione direito. Se brasileiro é emotivo, trabalhe essa emoção toda positivamente, de modo que isso não seja um empecilho para exercer as atividades. Se os meninos da seleção rezam antes de jogar, respeite e deixe eles rezarem. Técnica demais pode levar a uma indústria da morte, como já bem conhecemos do holocausto.

    1. Maria, tenho uma curiosidade… na Alemanha, um estudante recém-formado em Engenharia ou Arquitetura consegue trabalho em sua área com facilidade? Sai da Faculdade já empregado? Ou tem que penar (sofrer), como aqui no Brasil, em busca de algum Q.I. (quem indique)?…

      1. Olha, aqui o pessoal faz piadinha sobre vitamina B de “Beziehung”, ou seja, as relações que você tem com os outros, que te ajudam a ”chegar lá”.
        Eu imagino que seja o mesmo que QI. Mas a vida de estudante recém-formado não é muito diferente daí, não. Alguns já saem contratados, mas sempre tem uma incerteza natural em relação ao futuro. O processo de contratação de funcionário aqui demora um pouco mais por conta de entrevistas, burocracias, muitos estágios também não são remunerados. E tem alguns casos bem graves de estudantes que vivem literalmente abaixo da linha de pobreza por conta dos preços de aluguel (as moradias estudantins são lotadas) e de taxas das universidades (muitas não existem mais, mas em geral são cerca de 500 euros por semestre).

        Eu não sei, na verdade, responder a sua pergunta não, mas espero ter contribuido de algum modo. Mas olha só Sergio, fica tranquilo. As coisas se acertam logo 🙂

        1. Valeu, Maria…Obrigado por satisfazer minha curiosidade. Eu achava que esse negócio de Q.I. fosse coisa de terceiro mundo…Esqueci que “máfias” têm em todo lugar…Sou meio desenturmado, coisas de filho único…

          1. Por nada, Sergio. É, aqui tem que fazer entrevista normal, mas a Vitamin B é uma mão na roda, viu… Não se atribua características limitantes não, por ser filho único a pessoa é invariavelmente desenturmada, nada a ver. Isso aí é só um sistema de pensamento que a gente cria pra se sabotar de um modo meio estranho hehehehe O mundo lá fora não é tãoooo apavorante assim não. Força!! Fica bem!!! 🙂

          2. Maria, se eu for trabalhar lá, pelo sim pelo não, tomarei doses cavalares de “vitamina B”…Estou tentando me habilitar também para trabalhar na Austrália. Meu estoque de “vitamina B” vai virar overdose…rsrsrs…Abraços…

    2. Aliás, essa história de “quem indica” acho muito desleal…Conheço profissionais que nunca ficam desempregados. E no entanto, não são tão capazes assim… Mas têm “amizades”(Q.I.) que nunca os deixam desempregados, a ver navios…Não sou racista, mas às vezes chego a pensar que existe racismo, no Brasil, em certas áreas de trabalho…

  47. Pelos comentários de algumas pessoas o Brasil é um paraíso , sem problemas. Se há problema é com os outros países que prezam melhor a qualidade de vida de seus cidadãos. Concordo com a autora sobre fazer comparativos pois a partir deles podemos avaliar nossa realidade. Se o pais A é melhor que B, não podemos saber sem viver neles, mas uma coisa eu sei o problema do Brasil é o brasileiro. Que sempre que achar um culpado pelos seus fracassos, é o governo, é a avaliação, o país é novo, etc etc. Só para citar um exemplos quantas montadoras existem na Alemanha e quantas existem genuinamente brasileiras, quantos laboratórios farmacêuticos são alemães e quantos são tupiniquins. Sempre a mesma choradeira.

  48. Sérgio, esse negócio de QI é o resultado de termos mais graduados do que o necessário.

    Formamos mais arquitetos do que o necessário, formamos mais engenheiros do que o necessário, e assim por diante.

    Nossa economia ainda é semitribal. Não precisamos de mais do que meia dúzia de novos diplomados por ano.

    PS: Antes que alguém fale dos engenheiros, é bom esclarecer que a recente demanda percebida pelo pessoal da Engenharia Civil é apenas resultados de um boom de crédito fácil na área imobiliária. Dez ou vinte anos atrás, Engenharia Civil era o “refugo” das engenharias, lá na Poli. Ninguém queria.

    1. André FG, desculpe, mas discordo…(1) Nos adensamentos populacionais situados nos morros do Rio (favelas) existem construções criminosas de mais de 4 andares levantadas por pedreiros, sem nenhum aval ou garantia de arquitetos ou engenheiros da prefeitura local. Quando as enxurradas de janeiro chegam é um Deus nos acuda…(2) Recentemente, em SP, a neta do célebre pintor Portinari morreu intoxicada em seu banheiro, recém-reformado por um humilde pedreiro que nada entendia de aquecedores a gás e não previu uma abertura estratégica para a exaustão dos gases tóxicos. Coisa que não era obrigação dele conhecer. E hoje querem injustamente processar o pobre pedreiro…(3) Na Cinelândia, também no Rio, há pouco tempo três prédios de mais de 10 andares desabaram quase atingindo o belo Teatro Municipal. Ao que parece por causa de uma reforma clandestina num escritório, que mexeu na estrutura de concreto do prédio, sem o aval de um engenheiro ou arquiteto…Só esses 3 exemplos comprovam que o Brasil precisa sim de muitos engenheiros e arquitetos e não faz uso deles por pura ignorância dos nossos governantes, mais preocupados em se reelegerem às custas dos cartões bolsa-família…

      1. No Rio está muito em moda fazer um churrasco na “laje” (construída sem nenhuma técnica, por um pedreiro) em um adensamento populacional…Ninguém pensa que a “laje”, para ficar de pé, necessita de fundações , pilares e vigas de concreto armado calculados por um profissional qualificado…Daí, que muitos acidentes acontecem desnecessariamente…

  49. A diferença é somos brasileiros e eles alemães, e que nunca um será o outro. Cada povo tem sua maneira de ser, viver, amar, divertir-se, trabalhar, fazer arte, fazer filho. É simples, assim. Esse tipo de questão não leva a lugar algum. Apenas deixa uma sensação de inferioridade, principalmente em pessoas que se acham europeus fora de seu lugar de origem. Nasceu aqui, é brasileiro. E a miscigenação vai se encarregar de fazer com que, algum dia, cabelos loiros e olhos azuis sejam apenas retratos na parede.

  50. A diferença é que somos brasileiros e eles alemães, e que nunca um será o outro. Cada povo tem sua maneira de ser, viver, amar, divertir-se, trabalhar, fazer arte, fazer filho. É simples assim. Esse tipo de questão não leva a lugar algum. Apenas deixa uma sensação de inferioridade, principalmente em pessoas que se acham europeus fora de seu lugar de origem. Nasceu aqui, é brasileiro. E a miscigenação vai se encarregar de fazer com que, algum dia, cabelos loiros e olhos azuis sejam apenas retratos na parede.

  51. A diferença se chama civilização…enquanto a Alemanha já tinha Goethe e Leibinitz, nós tinhamps escravidão, indios e mineração de ouro.. Civilização se mede em séculos, não em anos ou décadas….Mas o nosso governinho se esforça para destruir o pouco que conseguimos no século XX….conseguimos nos ultimos doze anos voltar ao século XIX e exportar de novo só matérias primas…como era no século XV….e melhorias a gente só consegue com ações de longo prazo… e os politicos atuais só pensam em horizonte de tres anos.. já nem descem mais dos palanques…só pensam em eleição o tempo todo…

  52. Oi Sabine,
    Você escreveu:

    Os alemães têm cinco universidades entre as cem melhores do mundo de acordo com o último ranking universitário THE (Times Higher Education). Já o Brasil não tem representante nem entre as 200 melhores da lista (a USP, melhor do Brasil, está em 226º lugar no mundo).

    Todavia, a USP está rankeada, em 2014, e está entra as 100 no ranking de melhor reputação.

    Exatamente na faixa das posições 81-90.

    Clique aqui e confirme.

    http://www.timeshighereducation.co.uk/world-university-rankings/2014/reputation-ranking/range/81-90

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