Abecedário

Universidades, escolas e rankings

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Produzido pela repórter Sabine Righetti, blog esmiúça dados do RUF (Ranking Universitário Folha) e de outras avaliações de educação, além de abordar o que acontece nas salas de aula do ensino infantil à universidade.

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Maior parte dos aluninhos do Brasil tem celular. Como lidar?

Por Sabine Righetti

Uma análise dos dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE, mostra que a maioria dos estudantes do Brasil tem celular a partir do 7º ano do ensino fundamental, ou seja, com uma média de 12 anos de idade.

Na rede privada de ensino, o aparelho celular chega ainda mais cedo: aos dez anos de idade os aluninhos já têm celular.

Os dados foram tabulados pelo coordenador de projetos da Fundação Lemann, Ernesto Martins Faria, em um estudo que ele fez sobre a relação educação e consumo.

Os números não mostram qual é o tipo de aparelho que os estudantes têm em mãos. Mas supondo que boa parte desses celulares tenha acesso à internet, games e muita distração. Como lidar?

Conheço escolas que obrigam que os alunos deixem o aparelho na entrada do prédio e que peguem na saída. Outras permitem o uso, desde que apenas no modo “telefone”.

Algumas tentam integrar o aparelho na rotina da sala de aula. Por exemplo, permitem que os alunos pesquisem informações no Google ou que usem o aplicativo de calculadora do aparelho.

Ao que parece, as escolas ainda não encontraram a receita ideal sobre como lidar com aparelhos de celular e estudantes. Nem as universidades.

Quando estiver na Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, as regras sobre o uso do celular variavam em cada disciplina. Numa delas, usar o celular resultava em expulsão da sala de aula. Em outros cursos, o professor pouco ligava se o aluno jogava Candy Crush enquanto ele falava sobre teóricos que estudaram ética e moral.

Qual é sua opinião sobre celular e sala de aula? Proibir ou permitir?

 

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